Cinema

Liberado trailer de Lost Boys: The Thirst.

Acaba de cair na rede o trailer de Lost Boys: The Thirst, mais nova sequencia de Garotos Perdidos. Isso mesmo, você não entendeu errado. O clássico dos anos 80 virou uma trilogia (?). Tudo bem que nem eu nem ninguem que eu conheça sequer ouviu falar do segundo filme Lost Boys: The Tribe, mas beleza.

Na trama os irmãos Edgar e Alan Frog, vividos por  Corey Feldman e Jamison Newlander que revivem seus papéis clássicos como os irmãos Frog,  são as duas únicas pessoas que podem impedir um novo grupo de vampiros que tenta espalhar uma droga que transformará as pessoas infectadas em vampiros brilhantes. Não acredita? Confira o trailer: 

 

 

Cartaz do filme original: anos 80 na veia.

Tipo assim, amo o Corey Feldman e tals, mas isso foi beeem vergonha alheia, né não?! Anyway, Lost Boys: The Thirst foi produzido na Africa do Sul (?) e dirigido por Dario Piana (who?).  Dizem as más linguas que o filme sai direto em DVD no fim do ano.

E como recordar é viver, o clássico Garotos Perdidos (Lost Boys, no original) é um filme de 1987 dirigido por Joel Schumacher. Na trama, dois irmãos do Arizona se mudam para a Califórnia e acabam tendo de lutar contra uma gangue de vampiros. Trazia no elenco principal  Jason Patric, Corey Haim e Kiefer Sutherland (ele mesmo! Jack Bauer!). O título é uma referência aos Garotos Perdidos das histórias de Peter Pan.

Ok, humanidade, continuem tentando, mas vocês nunca vão conseguir estragar o verdadeiro e definitivo filme de vampiros adolescentes! 

Abaixo: trailer do filme original dos anos 80.




[Resenha] De Star Wars a Harry Potter: Orquestra Sinfônica Brasileira homenageia John Williams.

“Tan tan tan tan-taram tan-taraaam!” Nem precisa ser um mega fã da saga Star Wars para reconhecer um dos temas mais marcantes (se não o mais marcante!) da história do cinema. Pois esse e outros temas igualmente importantes para a cultura pop, como a música de Indiana Jones, E.T. e Harry Potter, fazem parte do repertório de um dos espetáculos mais comentados da Orquestra Sinfônica Brasileira, apresentado nos dias 21, 22 e 23 de maio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A música no cinema surge, em um primeiro momento, como um elemento para não ser percebido, uma ferramente a favor da naturalização dos mecanismos de produção do filme, disfarçando cortes e movimentos de câmera.  Gradativamente os temas musicais ganham importancia a ponto de se tornarem um importante elemento da narrativa e, muitas vezes, quase um personagem. A música de John Williams, e vários outros dos seus contemporâneos, definitivamente não é feita para ser coadjuvante; ela atua muitas vezes como uma espécie de narrador, antecipando momentos (como a entrada de Darth Vader em cena, ou alguma peripécia de Indiana Jones) e adicionando simbologia às imagens (como não mergulhar em um mundo de fantasia ao ouvir a trilha de Harry Potter?).

O tributo a John Williams apresentado pela OSB, sob regência de Roberto Minczuk, foi sensação no final do ano passado(como eu já contei aqui) e acabou retornando na temporada 2010. No repertório, temas de Superman, Indiana Jones, TubarãoHarry Potter, A Lista de Schindler, Star Wars e a grande surpresa da noite, Prenda-me se for Capaz.  Como explicou o maestro Roberto Minczuk, ao contrário da maioria das composições de John Williams que são inspiradas em compositores como Stravinsky, o tema de Prenda-me se for Capaz contém toques de Jazz. Para quem assistiu ao filme fica fácil imaginar o porquê.

A música do filme A Lista de Schindler, é, sem dúvida, a obra de John Williams que mais emociona o público e contou com o violinista Daniel Guedes como solista. Daniel Guedes também foi responsável por outro ponto alto da noite com Por una cabeza, de Carlos Gardel, música que não estava no programa mas que tem orquestração de John Williams. No Bis, o maestro volta-se para a platéia e pergunta se gostaríamos de pedir algum tema que tenha ficado de fora do repertório. O pedido pelo tema de E.T. foi quase uníssino.

Para Fernando Morais da Costa, professor do departamento de cinema e vídeo da Universidade Federal Fluminense, “as composições de John Williams constituiem-se num paradigma da música cinematográfica.” O maestro e compositor norte-americano é um dos mais prolíficos da atualidade, sendo mais frequentemente lembrado por sua parceria com Steven Spielberg e George Lucas (John Williams compôs a trilha de todos os filmes das séries Indiana Jones e Star Wars, por exemplo). Indicado ao Oscar por 45 vezes, foi vitorioso com Tubarão, Star Wars: Episódio IV, A Lista de Schindler e Um Violinista no Telhado. Portanto, a homenagem prestada por uma das maiores orquestras do país é mais do que merecida.

A série Fora de Série trará ainda outro grande evento: a apresentação do repertório presente no clássico Fantasia de Walt Disney. O concerto acontece dia 26 de junho e mais detalhes serão postados aqui em breve. Abaixo, você encontra alguns vídeos com trechos do concerto do ano passado na Sala Cecília Meireles.




Guerra a Pandora! Ex-mulher de James Cameron é a grande vencedora do Oscar 2010.

Ah, o amor…

A cerimônia de entrega do Oscar (ou prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos) é sempre um evento, desde os Giorgio Armanis e Yves Saint Laurents da vida desfilando no tapete vermelho até a entrega da última e tão esperada estatueta de melhor filme. Mas esse ano o Oscar teve um gostinho todo especial pra mim. Primeiro porque acompanhei a transmissão via streaming do Cabine Celular com os comentários do @mausaldanha (Thanks mais uma vez, Mau!) e interagir com as pessoas sempre torna tudo mais divertido (por mais que minha alma nerd pense o contrário). Segundo porque não se tratava de um Oscar comum mas de um duelo. Tudo bem que rolaram disputas acirradas em anos anteriores mas nada comparado ao Homem versus Máquina que foi este ano.

O Avatar de Ben Stiller

Não quero ser purista de achar que a tecnologia acaba com a alma da arte, essas coisas que gente velha e ultrapassada geralmente pensa, mas defendo (e já defendi aqui em outra ocasião) que a tecnologia deve ser usada em favor da n a r r a t i v a , se não o cinema vira parque de diversões. Não vou me estender muito nessa discussão. Apenas digo que Avatar mereceu todos os prêmios técnicos que ganhou (Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Efeitos Visuais) e tem sim o grande mérito de ter criado uma experiência nova de cinema. Mas daí a levar o prêmio da Academia… Muitas águas precisam rolar por debaixo dessa ponte para um filme que é quase cem porcento visual e pouquíssimo conteúdo levar um Oscar. Quanto à mensagem ecológica, na boa, This Is It, de Michael Jackson, faz isso melhor que Avatar. A obra prima de James Cameron tomou conta do Globo de Ouro e acho que lá é o lugar dele por ser uma votação mais popular (quem vota são profissionais de mídia e não a Academia). Avatar levou as pessoas de volta ao cinema (mesmo que pelo motivo errado, ao meu ver), é a maior bilheteria da história, não está bom não?

Não assisti Guerra ao Terror (eu sei, shame on me) mas será que, com tantas indicações, o filme de Kathryn Bigelow foi a zebra do ano? Só a galera encantada pelo mundo de Pandora não viu que Guerra ao Terror era favorito desde o início, principalmente pelo que a história representa para a sociedade norte-americana.

Apesar disso tudo minha torcida era por Bastardos Inglórios. Chistoph Watz, que interpretou o primoroso

Ferris Bueller e Garota Rosa Shoking homenageiam seu criador, John Hughes.

coronel Hans Landa, foi o hous-concurs da noite e levou a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante.  Foi o único prêmio do mais recente filme de Quentin Tarantino, mas não tem nada não. Não sei se a Academia esta preparada para dar um Oscar a Tarantino. Porém, ainda acho que Bastardos merecia Melhor Roteiro Original, pelo menos, mas levou Guerra ao Terror. De positivo não posso deixar de citar a homenagem a John Hughes, diretor ícone dos anos 80 e início dos 90, falecido ano passado, que teve a Garota Rosa Shocking (Molly Ringwald)  e Ferris Bueller (Mathew Broderick) no palco! Don’t you forget about me…

Outros destaques foram, como sempre, a entrega dos prêmios de melhor ator e atriz. Jeff Bridges levou o primeiro e foi merecidíssimo. Já a Miss Simpatia, digo, Sandra Bullock, conseguiu a proeza de levar o Oscar de Melhor Atriz dias depois de receber o Framboesa de Ouro de PIOR atriz. Reflitam. Algumas mudanças no cerimonial causaram um pouco de estranhamento. Substituiram a tradicional apresentação de Melhor Canção Original (que geralmente traz grandes artistas e intérpretes) por uma apresentação apenas com dançarinos em Melhor Trilha. Além disso a entrega dos prêmios de Melhor Ator e Atriz, com atores e atrizes falando sobre seus colegas indicados, mais pareceu o quadro Arquivo Confidencial do Faustão.

O grande destaque da noite foi o quase terrorismo de Tom Hanks: Após o discurso de agradecimento ao prêmio de Melhor Diretora, Kathryn Bigelow havia acabado de deixar o palco quando o queridinho da América, Tom Hanks, anuncia o prêmio de Melhor Filme para… Guerra ao Terror! Sem cerimônia, direto ao ponto, foi tão rápido que a maioria de nós nem viu! Kathryn volta ao palco atordoada. Foi lindo! Parabéns a todos envolvidos!

No mais, a “rivalidade amistosa” (ou nem tanto) entre James Cameron e Kathryn Bigelow roubou a cena e rendeu a melhor imagem da noite. Ao receber o Globo de Ouro de melhor diretor, Cameron afirmou que sua ex-mulher merecia o prêmio. Aí está. E lembrem-se, meninas, na separação, não fiquem com raiva, fiquem com tudo! E isso inclui os prêmios!




[DVD] Michael Jackson’s This Is It.

Não vou perder tempo falando do quanto Michael Jackson foi importante na minha vida., primeiro porque é meio óbvio, tendo eu nascido no meio dos anos oitenta e sendo uma grande fã da cultura pop, segundo porque já o fiz em outros lugares. Pra começar a primeira coisa que considero digna de nota em relação a este filme é a forma como ele se configura como um documentário de verdade. Acredito que todos saibam que o material de que foi feito This Is It consiste em registros de ensaios, reuniões e material fílmico que seria usado no show. O desafio é reunir e, principalmente, ressignificar estas imagens, criar uma narrativa, um filme. Desta forma a maior conquista de This Is It, a meu ver, é não ter se limitado a um simples registro daquele que seria o maior espetáculo de todos os tempos,. O filme, acima de tudo, conta uma história.

O segundo desafio era fugir dos perigos da superexploração. Confesso que, nas condições em que This Is It foi feito, eu duvidava e muito que o filme conseguisse não cair na exploração barata. Mas, acredite, ele consegue. No momento em que vemos Michael no palco esquecemos a tristeza, esquecemos a tragédia da sua morte e só temos olhos para a magia. Durante todo o filme vemos um Michael focado, determinado e perfeccionista.  Vemos um Michael que dava tudo de si e a única coisa que exigia era que todos a sua volta fizessem o mesmo, mas não fazia isso de forma despótica e sim com muito amor. “L-O-V-E.”

Mesmo sendo um filme sobre Michael Jackson ele não é o personagem principal. Em This Is It os personagens principais, aqueles com quem nós nos identificamos, são as pessoas envolvidas no processo, os músicos e principalmente os dançarinos. Vemos sua evolução e seu aprendizado ao longo do filme e no final sabemos que após aquela experiência suas vidas jamais serão as mesmas. Na sequencia de abertura do filme vemos os dançarinos, jovens sonhadores que acabaram de ser escolhidos entre os melhores do mundo para fazer parte do sonho de Michael Jackson. Todos estão emocionados, alguns choram, é apenas o início de um sonho. O último a ser entrevistado resume dizendo “I’ve beensearching for something to shake me up  and give me a kind of meaning, to believe in something, and this is it.” Não existe uma tradução muito exata para essas palavras mas acho que elas traduzem o espírito de todo o filme. Esses garotos estão diante de seu ídolo e desejam aprender tudo o que puderem. Mesmo quando não estão no palco eles continuam por perto, atentos e muitas vezes reverenciam o mestre Michael Jackson, com quem aprenderam tudo o que sabem, inclusive a acreditar em seus sonhos. “É um templo!” diz Kenny Ortega enquanto Michael é ovacionado pela platéia de dançarinos e técnicos após uma performance de Billie Jean.

Acredito que já esteja bastante claro que este show seria o maior espetáculo que veríamos em anos e não há dúvida de que é uma lástima que este show não tenha se tornado realidade. Mas acho que ganhamos algo melhor do que isso. Temos agora a oportunidade de acompanhar o artista em pleno processo criativo. O grande mérito deste filme  é fazer com que tudo o que Michael preparou pra gente sobreviva à sua morte e seja eternizado. Mesmo que as motivações sejam apenas financeiras. Aliás, assistir este filme no cinema foi uma obrigação moral que cumpri umas três vezes.

Este DVD é um item essencial na estante de qualquer pessoa que tenha a música pop correndo nas veias. Os extras aprofundam mais as relações que foram construídas ao longo dos ensaios, mostra um pouco mais dos dançarinos (o que a mim agrada muito já que adoro dança e principalmente as coreografias do MJ) e traz mais detalhes sobre os bastidores do show, como um bom making of. Algumas cenas são tão boas que eu as teria posto no filme em si. O segundo disco de extras decepciona um pouco, repete cenas que estão no primeiro, mas a diferença de preço é tão pequena que não custa nada comprar o DVD duplo.

This Is It é uma experiência única, como se houvessemos adquirido um lugar especial na platéia do maior espectáculo do maior astro pop que já viveu, com direto a backstage pass e tudo o mais. Podemos apenas assisti-lo como puro entretenimento, e nisso Michael era o melhor, mas a mensagem que Michael sempre quis passar também está lá. Esta mensagem vai além do ativismo ambiental e do recado mais direto (“We only have four years to make it right“). Michael ansiava por alertar o mundo que precisamos, acima de tudo, fazer tudo com amor, L-O-V-E.

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DVD This Is It

Blu-Ray This Is It

DVD Duplo This Is It




Escolhido ator que viverá novo Conan.

Olha, eu confesso que fazia uma idéia errada do Conan. Pensava que ele era um cara mais feio, mal encarado, sujo, uma coisa mais cimério, mais Schwazenegger, sabe?! Mas vendo a foto abaixo, a blusinha simetricamente rasgada, a testa franzidinha… bem… não sei mesmo o que pensar.

By the way, o moço da foto acima se chama Jason Momoa (what?) e, segundo o Deadline Hollywood, ele está escalado para viver o cimério na refilmagem de Conan, o bárbaro. As filmagens devem começar ainda este ano.

>>Fontes: Deadline Hollywood e Judão




Globo de Ouro: confira o melhor no cinema e na TV em 2009.

O Globo de Ouro, prêmio anual entregue aos melhores profissionais do cinema e da televisão norte-americanos, será entregue hoje e a cerimônia será transmitida pelo canal por assinatura TNT a partir das 22 horas. Você também pode acompanhar via streaming neste link , lembrando que o tapete vermelho já começa a ser transmitido às 21 horas.

Que tal se preparar assistindo a uma ótima retrospectiva dos filmes que movimentaram as salas de cinema em 2009?

Abaixo você confere, ainda, a lista de indicados.

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Sony Pictures decide “zerar” franquia do Homem Aranha.

Agora a gente sabe porque o Aranha virou emo. :S

Imagina um filme do Homem Aranha sem a coisinha fofa do Tobey Maguire. Pois não vai precisar se esforçar muito. A Sony Pictures fará esse favor pra você em 2012 (sugestivo, não?!).  Os rumores de um possível reboot da franquia ficaram mais fortes nos últimos dias, mas hoje a Sony soltou a bomba: não só Tobey Maguire estará fora do próximo filme do amigo da vizinhança mas Sam Raimi e todo o elenco também estão fora!

Adeus, Peter. I'll be missing you. :(

O diretor Sam Raimi foi o responsável por dar vida às histórias do Aranha, trazê-las para um mundo mais tecnológico e torná-las mais reais. Mas, segundo nota da Sony Pictures que você pode ler aqui, Raimi não aceitou os prazos, segundo os quais ele deveria entregar o próximo filme no verão de 2012, alegando que isso interferiria no processo criativo da obra. Desta forma a Sony decidiu zerar a franquia. Peter Parker deve retornar para o colégio e sua história deve se focar mais na adolescência e seus conflitos.  O novo filme terá roteiro de James Vanderbilt (Zodíaco e X-men Origens: Wolverine) mas ainda não se sabe quem assumirá a direção e, principalmente, o uniforme de Homem Aranha.

A notícia está causando alvoroço na blogosfera. Vai ser difícil ver Homem Aranha com outro rosto que não seja o de Tobey Maguire, ou Mary Jane sem Kirsten Dunst (a eterna Claudia de Entrevista com o Vampiro) e por aí vai. Algo me diz que esse filme irá sofrer uma resistenciazinha por parte dos nerds.  Alguém poderia lembrar a Sony Pictures e os estúdios Marvel que com grandes poderes vem grandes responsabilidades.

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>> Fontes: Twitter de um monte de gente, Judão e Jovem Nerd.




A cultura pop invade a cena… de música clássica.

Já virou tradição concertos de fim de ano com temática cinematográfica. No último dia 17 de dezembro a Orquestra Sinfônica Brasileira apresentou três concertos em homenagem a John Willians, um dos mais prolíficos compositores de trilhas sonoras e autor de temas que marcaram a cultura pop.

Os personagens que recebem a música de John Williams ficam marcados na nossa memória. Muitas vezes basta ouvir os primeiros acordes de sua música para saber que o herói está prestes a executar mais uma façanha. É o caso de Indiana Jones, por exemplo, para o qual John Williams compôs todas as trilhas.

Trilhas sonoras de filmes, desenhos animados e, mais recentemente, jogos eletrônicos, tem sido cada vez mais trabalhadas por grandes compositores e orquestras. Até mesmo temas clássicos têm recebido arranjos orquestrais como faz o Video Games Live. A velha fronteira entre clássico e popular parece estar finalmente sendo dissolvida.  No folheto do programa, Roberto Minczuk, maestro da OSB, falava sobre sonhos de infância evocados pela música de John Williams. Não é a toda que a música de Harry Potter levou muitas crianças para a Sala Cecília Meireles.

Além de Indiana Jones e Harry Potter, o programa da OSB incluiu ainda músicas de Harry Potter, E.T. , Jurassic Park, A Lista de Schindler e Star Wars. A parceria com Steven Spilberg é notável mas foi para um filme de George Lucas que surgiu uma outra trilha marcante e que deu origem a um dos melhores momentos do concerto. Afinal, quem melhor que Darth Vader para reger seu próprio tema?

2009 será lembrado como o ano em que Darth Vader regeu a Orquestra Sinfônica Brasileira e Roberto Minczuk trocou a batuta pelo sabre de luz. Vamos esperar que 2010 também seja repleto de momentos clássicos como esse.




Alice no país de Tim Burton.

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Aeeee! O ano novo chegou e com ele muitas expectativas cinematográficas. Alice no País das Maravilhas é, talvez, a maior delas. Baseado no clássico de Lewis Caroll, publicado em 1865, o longa se passa 10 anos depois da história original. Alice, agora aos 17 anos, está em uma festa da nobreza em Oxford, onde vive, até que descobre que está prestes a ser pedida em casamento. Desesperada, ela foge seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, um local que ela visitou há dez anos mas não se lembrava mais.

Parece o casamento perfeito, o mundo de Alice e a estética de Tim Burton. Uma combinação inevitável. O filme é conhecido também como Alice de Tim Burton, afinal, sua marca de autor é inconfundível. Já nas primeiras fotos Burton causou rebuliço na internet, provocando tanto elogios apaixonados quanto críticas. Houve quem dissesse que Burton está se repetindo, se tornando tão previsível quanto a parceria com Johnny Depp (que será o Chapeleiro Maluco) e Helena Bohan Carter (Rainha Vermelha), esposa de Burton.

aliceinwonderland_img3_720Fato é que, se Avatar, de James Cameron, foi a grande promessa do cinema 3D no ano passado (nossa, é estranho falar isso hoje, dia 1º de janeiro!) tudo indica que Alice virá para consolidar de vez essa nova forma de contar histórias. Me parece que, para recriar um universo fantástico que já está tão presente no imaginário popular como o País das Maravilhas, nada melhor que uma tecnologia nova, com a qual nossos olhos ainda não estão acostumados. Além disso a tecnologia 3D, nesse caso, parece ser essencial para um mergulho mais profundo na obra, como deixa claro a frase ao final do trailer: “go through the looking glass” (“atravesse o espelho”), diferentemente de Avatar em que o 3D se mostra apenas como mais um truque para levar as pessoas ao cinema e combater a pirataria.

Por outro lado esperamos que a mistura de técnicas (Live action, quando Alice estiver no mundo real e 3D com captura de movimentos quando ela estiver no País das Maravilhas) não prejudique nosso envolvimento com o filme. Mas se isso acontecer ainda vai sobrar o visual que, como diria a minha ídola Sra Jovem Nerd, é “simplesmente um luuuxo, meu amoooor!” E tem também a trilha sonora, que pode ser ouvida no site oficial do filme, composta por ninguém menos que Danny Elfman, também uma parceria antiga de Tim Burton, como em Edward Mãos de Tesoura e A Fantástica Fábrica de Chocolates. O site oficial, inclusive, é outro luxo.

O filme traz, ainda,  Mia Wasikowska (Alice), Anne Hathaway (Rainha Branca) e Christopher Lee , entre outros. A estréia está prevista para 5 de março nos Estados Unidos mas por aqui só chega mesmo em 16 de abril. É uma produção da Disney Movies.

>>Site oficial: www.disney.com/wonderland

>>Mais imagens no Apple Movie Trailers: http://www.apple.com/trailers/disney/aliceinwonderland/gallery/