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[Resenha] De Star Wars a Harry Potter: Orquestra Sinfônica Brasileira homenageia John Williams.

“Tan tan tan tan-taram tan-taraaam!” Nem precisa ser um mega fã da saga Star Wars para reconhecer um dos temas mais marcantes (se não o mais marcante!) da história do cinema. Pois esse e outros temas igualmente importantes para a cultura pop, como a música de Indiana Jones, E.T. e Harry Potter, fazem parte do repertório de um dos espetáculos mais comentados da Orquestra Sinfônica Brasileira, apresentado nos dias 21, 22 e 23 de maio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A música no cinema surge, em um primeiro momento, como um elemento para não ser percebido, uma ferramente a favor da naturalização dos mecanismos de produção do filme, disfarçando cortes e movimentos de câmera.  Gradativamente os temas musicais ganham importancia a ponto de se tornarem um importante elemento da narrativa e, muitas vezes, quase um personagem. A música de John Williams, e vários outros dos seus contemporâneos, definitivamente não é feita para ser coadjuvante; ela atua muitas vezes como uma espécie de narrador, antecipando momentos (como a entrada de Darth Vader em cena, ou alguma peripécia de Indiana Jones) e adicionando simbologia às imagens (como não mergulhar em um mundo de fantasia ao ouvir a trilha de Harry Potter?).

O tributo a John Williams apresentado pela OSB, sob regência de Roberto Minczuk, foi sensação no final do ano passado(como eu já contei aqui) e acabou retornando na temporada 2010. No repertório, temas de Superman, Indiana Jones, TubarãoHarry Potter, A Lista de Schindler, Star Wars e a grande surpresa da noite, Prenda-me se for Capaz.  Como explicou o maestro Roberto Minczuk, ao contrário da maioria das composições de John Williams que são inspiradas em compositores como Stravinsky, o tema de Prenda-me se for Capaz contém toques de Jazz. Para quem assistiu ao filme fica fácil imaginar o porquê.

A música do filme A Lista de Schindler, é, sem dúvida, a obra de John Williams que mais emociona o público e contou com o violinista Daniel Guedes como solista. Daniel Guedes também foi responsável por outro ponto alto da noite com Por una cabeza, de Carlos Gardel, música que não estava no programa mas que tem orquestração de John Williams. No Bis, o maestro volta-se para a platéia e pergunta se gostaríamos de pedir algum tema que tenha ficado de fora do repertório. O pedido pelo tema de E.T. foi quase uníssino.

Para Fernando Morais da Costa, professor do departamento de cinema e vídeo da Universidade Federal Fluminense, “as composições de John Williams constituiem-se num paradigma da música cinematográfica.” O maestro e compositor norte-americano é um dos mais prolíficos da atualidade, sendo mais frequentemente lembrado por sua parceria com Steven Spielberg e George Lucas (John Williams compôs a trilha de todos os filmes das séries Indiana Jones e Star Wars, por exemplo). Indicado ao Oscar por 45 vezes, foi vitorioso com Tubarão, Star Wars: Episódio IV, A Lista de Schindler e Um Violinista no Telhado. Portanto, a homenagem prestada por uma das maiores orquestras do país é mais do que merecida.

A série Fora de Série trará ainda outro grande evento: a apresentação do repertório presente no clássico Fantasia de Walt Disney. O concerto acontece dia 26 de junho e mais detalhes serão postados aqui em breve. Abaixo, você encontra alguns vídeos com trechos do concerto do ano passado na Sala Cecília Meireles.




A cultura pop invade a cena… de música clássica.

Já virou tradição concertos de fim de ano com temática cinematográfica. No último dia 17 de dezembro a Orquestra Sinfônica Brasileira apresentou três concertos em homenagem a John Willians, um dos mais prolíficos compositores de trilhas sonoras e autor de temas que marcaram a cultura pop.

Os personagens que recebem a música de John Williams ficam marcados na nossa memória. Muitas vezes basta ouvir os primeiros acordes de sua música para saber que o herói está prestes a executar mais uma façanha. É o caso de Indiana Jones, por exemplo, para o qual John Williams compôs todas as trilhas.

Trilhas sonoras de filmes, desenhos animados e, mais recentemente, jogos eletrônicos, tem sido cada vez mais trabalhadas por grandes compositores e orquestras. Até mesmo temas clássicos têm recebido arranjos orquestrais como faz o Video Games Live. A velha fronteira entre clássico e popular parece estar finalmente sendo dissolvida.  No folheto do programa, Roberto Minczuk, maestro da OSB, falava sobre sonhos de infância evocados pela música de John Williams. Não é a toda que a música de Harry Potter levou muitas crianças para a Sala Cecília Meireles.

Além de Indiana Jones e Harry Potter, o programa da OSB incluiu ainda músicas de Harry Potter, E.T. , Jurassic Park, A Lista de Schindler e Star Wars. A parceria com Steven Spilberg é notável mas foi para um filme de George Lucas que surgiu uma outra trilha marcante e que deu origem a um dos melhores momentos do concerto. Afinal, quem melhor que Darth Vader para reger seu próprio tema?

2009 será lembrado como o ano em que Darth Vader regeu a Orquestra Sinfônica Brasileira e Roberto Minczuk trocou a batuta pelo sabre de luz. Vamos esperar que 2010 também seja repleto de momentos clássicos como esse.